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Histórias de cortar o coração sobre as vítimas de corridas de cavalos

Você já reparou que sempre que os entusiastas de corrida de cavalos discutem o esporte eles quase sempre se referem ao valor monetário dos animais que competem? Isso porque a corrida de cavalos não é realmente um esporte, e definitivamente não é uma prática da qual pessoas que amam animais que queiram participar e se beneficiar desta atividade com seu amado cavalo participam. A corridas de cavalos são uma  indústria exploradora de “fazer dinheiro”, na qual os cavalos são reproduzidos, drogados, chicoteados, subjugados e descartados, como se fossem meros veículos.

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Dor e sofrimento de cavalos usados em espetáculos

Texto escrito pela Dra. Sônia T. Felipe

64734_353937444650833_954734352_nEste artigo foi elaborado pela Dra. Sônia T. Felipe para apresentação no I Seminário Proteção Integral à Saúde e ao Bem-estar dos animais utilizados em eventos e diversões públicas, organizado pela UFPB, em parceria com OAB/PB – Comissão de Direito Ambiental, MPF, MPE/PB.[Vídeo-conferência – João Pessoa, 6/10/2015]

Da dor dos cavalos encilhados e montados para atuar em espetáculos não se ouve falar. O homem montado sobre a coluna dorsal do animal se sente em seu ambiente natural. Ele não pergunta ao animal o que ele sente. Ninguém pergunta. Os médicos que examinam os cavalos, autorizando o uso deles nos espetáculos também não perguntam nada ao equino. Desde que ele não apresente lesões externas ou sinais evidentes delas, eles vão para a arena na qual outros animais são levados para sofrer todo tipo de agressão e violência, diante de um público que ignora tudo da psicologia, fisiologia, anatomia e neurologia.

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Cavalos são mais sensíveis a dor do que humanos

Visão miscroscópica mostrando a espessura da epiderme de um cavalo e de um humano, respectivamente, a epiderme do cavalo é mais fina, por isso ele é mais sensível a dor do que um humano.

Visão miscroscópica mostrando, que a espessura da epiderme de um cavalo é mais fina do que a de um humano.

A Dra. Lydia Tong, que trabalha no Departamento de Indústrias Primárias de Nova Gales do Sul, na Austrália descobriu que os cavalos têm a camada superior da pele mais fina e com mais terminações nervosas e fibras sensoriais do que seres humanos.

 

“É possível afirmar que quando se trata de sentir dor, a pele do cavalo é mais sensível que a do humano”, comenta Dra. Lydia.

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You Got The Silver: vítima das corridas de cavalos

Texto original escrito por Joy Aten

you got the silverO potro You Got The Silver teve pleuropneumonia quando ele tinha dois anos e, posteriormente, foi necessária a remoção de duas costelas, mesmo assim ele foi explorado em corridas de cavalos. Pleuropneumonia uma inflamação, tanto do interior dos pulmões quanto do interior da cavidade pleural pode causar abcessos torácicos que podem exigir a remoção de uma porção da costela ou de toda a costela de modo a ser possível acessar ao abcesso para drenagem e tratamento. Este procedimento requer de 2 a 3 meses para a cicatrização adequada, mas complicações incluem a formação de um trato de drenagem. O pequeno You Got The Silver, de fato, desenvolveu tal trato – mas isso não o impediu de suportar os rigores das corridas.
You Got The Silver foi anunciado para venda no Finger Lakes Finest Thoroughbreds, no dia 02 de Agosto de 2015, depois de “suas conexões concordarem que ele não é material para corridas.Sua luta contra a pleuropneumonia e ressecções das costelas que o deixou com uma buraco crônico escoando pus em seu flanco estava encoberto no anúncio Um buraco permanece no local cirúrgico que nos dizeram não o incomoda e exige limpeza uma ou duas vezes por dia. . O atual treinador teve-o desde dezembro e o buraco permanece inalterado“. Não sendo material para corridas por suas conexões, o anúncios citava… ainda assim o fizeram correr mais duas vezes depois que o anúncio foi feito no dia 07 de agosto e e no dia 14 de agosto.

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Pensamentos sobre a Doma Racional

Texto escrito por Sammi Wilma.

Texto original em inglês: http://riddenfortheribbon.blogspot.com.br/2015/06/thoughts-on-natural-horsemanship.html

Doma racional

Doma natural/racional

A mentalidade da doma racional, de “Você tem que ser o cavalo líder do rebanho” é apenas uma versão mais “natural” e que soa melhor,  do que a mentalidade da doma tradiconal de “Você é o chefe.” Ambas as afirmações são feitas para fazer você se sentir poderoso e no comando, mas elas vêm com um chamariz.

 

Cavaleiros racionais/naturais gostam de salientar o comportamento de manada, e depois imitar o comportamento dos cavalos mais elevados na hierarquia. No entanto, muitos se esquecem disto: em um rebanho do cavalos, há sempre outros cavalos desafiando o líder. Se você se tornar o “cavalo dominante” do seu rebanho, você sempre corre o risco de ser destronado. É por isso que até mesmo o cavaleiro racional/natural deve sempre usar a dor, ou a ameaça de dor, para “manter seus cavalos na linha“. Se não o fizessem, os seus cavalos iriam desafiar sua liderança.

Será que isso soa mais como liderança, ou tirania? Um líder é obedecido, porque ele é reverenciado. Um tirano é obedecido, porque ele é temido. A doma tradicional e a racional são realmente tão diferentes?
No final das contas, ambos os métodos, tradicional e racional, resumem-se a fazer o cavalo se curvar a sua vontade usando força.

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A Farsa de Monty Roberts

Monty Roberts fazendo prova de rédeas, nessa prova o cavalo precisa, entre outras coisas, parar abruptamente o que pode causar lesões ao cavalo por causa do esforço demasiado que ele tem que fazer.

Roberts fazendo prova de rédeas, nessa prova o cavalo precisa, entre outras coisas, parar abruptamente o que pode causar lesões ao cavalo por causa do esforço demasiado que ele tem que fazer.

O domador Monty Roberts e outros domadores alegam que a doma racional é um método gentil de domar cavalos. Mas o fato é que mesmo a doma racional prejudica o cavalo e não existe uma forma de doma que possa realmente ser chamada de gentil.

Para começar o simples fato de montar cavalos, o freio, a sela, a barrigueira, as esporas e as ferraduras já os prejudicam. Leia sobre o assunto neste link: http://odeiorodeio.com/site/por-que-nao-montar-cavalos-e-tampouco-apoiar-esportes-com-cavalos/

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Ex-peão defende o fim dos rodeios

rodeiosPor muito tempo, os rodeios têm recebido severas críticas dos protetores dos animais, que alegam que o evento envolve a tortura dos animais, porém, os participantes do rodeio, de forma praticamente unânime, defendem com unhas e dentes as provas que usam animais. Mas há uma exceção: Luiz Henrique Mazza conviveu neste meio por muito tempo, e agora ele resolveu lutar pelo fim da exploração animal em nome do entretenimento.

Abaixo você confere a entrevista que ele concedeu ao O Holocausto Animal.

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Prece de final de ano a um cavalo

Texto e foto de autoria de Marcio de Almeida Bueno, diretor-geral da Vanguarda Abolicionista

MARCIO_131212_anda_vang_cavaloPeço minhas sinceras desculpas a você, senhor cavalo. Porque muitos aqui acham que nasceu para fazer força, dentro desse determinismo que julgam ser a bússola da vida dos tolos. Que veio a este mundo para puxar, carregar, transportar, correr, dar saltos, subir e descer, não na liberdade dos campos pintados em telas a óleo, mas sob o tirano relho humano. Inclusive entre aqueles que se dizem amantes dos animais, defensores e outros termos simpáticos, há quem use seu corpo sem peso algum na consciência. Tem uns que até montam em você – mesmo que isso signifique ter que carregar uma pessoa nas costas, usando um desagradável ferro na boca, para ser guiado pelo caminho que essa carga viva escolhe, e outros acessórios. Apetrechos esses que, usados em humanos, fazem parte do fetiche sadomasoquista. Usados em equino, é bonito, é cultura, é ‘gostar de cavalos’. Típico da esquizofrenia moral humana, de Corcel Negro a Meu Querido Pônei.

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A verdade sobre o hackamore

O hackamore é uma cabeçada usada em equídeos, ele não tem freio, mas tem um tipo de focinheira especial que exerce pressão no nariz, rosto e queixo do cavalo, jumento ou mula.

 É falsa a afirmação de que ele não causa dor, pois ele assim como os freios e bridões, ele tem por objetivo controlar o animal através da dor.

 

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A Crueldade das Gineteadas

Texto sobre gineteadas escrito por David Castro representante da Nevzorov Haute Ecole na Argentina

Texto original em Espanhol: http://www.concaballos.blogspot.com.ar/2014/01/jineteadas-en-honor-nuestras-tradiciones.html

As pessoas têm se referido a doma gaúcha ou a gineteada de várias maneiras. As características da atividade, do evento a aproxima de várias definições: Chamam ela de habilidade crioula, festival, show, espetáculo, prova, competição, e até de esporte (1)! Na verdade é uma atividade programada e regulamentada em certos aspectos, mas apenas para os seres humanos. Embora o cavalo participe da atividade, do show, do espetáculo, no qual ele é a peça chave, ele não participa da competição, da prova, da festa em si. Por isso não há nenhuma regulamentação para ele, nem diretrizes. Bem, a única diretriz que o cavalo é obrigado a cumprir é não ficar parado.

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Qual é o problema de domar cavalos?

Texto escrito por David Castro representante da Nevzorov Haute Ecole na Argentina

Texto original em Espanhol: http://www.concaballos.blogspot.com.ar/2011/08/domar-2.html

O que é domar?

Cavalo sendo domado.Domar ou amansar, como dizem agora, é preparar o cavalo para a servidão. Preparar e condicionar ele a obedecer sem questionar, obedecer sempre e embora todo o seu ser lhe diga quão prejudicial é para si mesmo, realizar a ação que lhe foi ordenada.

Esta obediência é essencial e é conseguida através da coerção e do condicionamento. Eu digo que é essencial porque, caso contrário, nenhum animal saudável se prestaria a suportar o que, geralmente, espera-se que o cavalo aceite: um tipo de vida e atividades que prejudicam sua saúde psicofísica e sua integridade.

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Por que não montar cavalos e tampouco apoiar esportes com cavalos?

Exame de termografia mostrando inflamação nas costas de um cavalo devido a monta.

Exame de termografia mostrando inflamação nas costas de um equino devido a monta.

Por ser o cavalo um animal tão grande, acredita-se que não sofrem ao serem montados, mas de acordo com estudos de musculatura sob o ponto de vista fisiológico realizados pela Nevzorov Haute Ecole, após 12-15 minutos sendo montados a microcirculação da musculatura das costas é comprometida, após 20 minutos ela fica dormente e a partir de 25 minutos se produzem isquemias e ocorrem pequenas destruições de tecido muscular com consequente dor.

Um estudo feito pela Dra Lydia Tong indica que cavalos podem sentir mais dor do que humanos. O estudo demonstra que eles têm uma camada superior de pele mais fina com mais terminações nervosas e fibras sensoriais que os humanos.

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“Rodeio” Conheça-o Melhor

(Não tenha medo de ler algumas linhas!)

rodeioCertamente podemos atrair investimento e fomento ao comércio e ao turismo das cidades onde há rodeio sem o uso covarde e aético dos animais como isca (que sofrem calados as atrocidades covardes neles executadas). Pesquisas e estudos recentes demonstram que os jovens e o grande público não vão aos eventos por causa das provas em que os animais são covardemente abusados, mas sim em razão dos shows e apresentações artísticas, além da oportunidade de encontro entre as pessoas (paqueras, etc.). Em razão disso, em várias cidades do mundo os animais deixaram de participar desses eventos que, atualmente, contam com shows musicais e culturais – e sem a participação e o sofrimento dos animais, esses eventos recebem um público muito maior (quase o triplo) – já que as pessoas que enxergam e sabem o que realmente acontece com os animais passam a ir aos shows onde animais não são usados e covardemente abusados.

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Boi é visto como máquina nos rodeios e “aditivos” causam polêmica

As carretas chegam e desembarcam as “máquinas”. Socos e choques ajudam a manobrá-las para os boxes… quer dizer: os currais do lado de fora da arena. Isso acontece quatro horas antes de eles começarem a apresentação de oito segundos de salto e rodopios tentando ejetar seu piloto nos rodeios.

  • rodeioBois são transportados em carretas, após serem examinados por veterinários comprovando aptidão

 

 

 

 

  • Flávio Florido/UOLOs animais são tocados para dentro e para fora
    das carretas com ajuda de bastões que dão choque

 

 

 

  • Flávio Florido/UOLOs bois ficam em currais até irem para os bretes, que são os corredores estreitos em direção à porteira de partida para iniciar a competição

 

 

 

 

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Analisando e refutando as leis nacionais dos rodeios


rodeiosMuitos peões, organizadores de rodeios e mesmo amantes desses eventos, perante os protestos das associações de defesa animal, costumam argumentar que as leis nacionais que existem para legalizar a atividade, distanciando-a da possibilidade de ser considerada crime, minimizar o sofrimento infligido aos animais e coibir maus tratos nessas atividades. Essas leis são a 10.220/01, que regulamenta a atividade de peão, e a 10.519/02, que trata de cuidados sanitários e outras providências para os eventos.

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Rodeio e humanidade: uma breve reflexão

rodeioRodeio e humanidade: uma breve reflexão
Em termos de Ciência Social e de História, ao longo de toda a história da civilização, sabe-se que a dor, o sofrimento e a morte do próximo (ser humano) ou de animais não humanos sempre despertaram a atração, a curiosidade e o divertimento de uma parcela de seres humanos que obtêm satisfação no sofrimento alheio (sadismo).

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8 segundos … .

8 segundos

8 segundos

8 segundos

Querem nos fazer acreditar que são heróis corajosos que montam animais indomáveis, xucros e bravios. Eles são os “mocinhos”, e os animais, os “bandidos”. Tinha até um touro naquela patética novela das oito que se chamava “Bandido”.

 Todo mundo sabe, finge não saber, ou não dá a menor importância ao que rola por trás dos bretes das festas de peão porque não dói em sua carne. Procuram não questionar se existe tortura e sofrimento nas provas dos rodeios. Pra que saber?

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