Sobre os instrumentos usados em provas de hipismo

 

hipismoFreio:
Os freios causam dor e lesões aos cavalos. Os freios articulados são presos contra o palato, por isso muitos cavalos ao sentir essa dor imensa colocam a língua entre o freio, causando lesões na língua e, novamente, muitíssima dor.
Segundo estudos realizados pela Nevzorov Haute Ecole, um forte puxão no freio produz uma pressão de 300 kg / cm2, enquanto que uma pressão suave produz entre 80 e 150 kg / cm2.

Os cavalos que são feridos pelo freio, abrem a boca, fazendo gestos constantes de desconforto, mas quando eles mostram sintomas de dor são geralmente silenciados com um movimento mais apertado que fecha suas bocas silenciando sua dor e sua maneira de se expressarem.

Segundo Alexander Nevzorov em seu livro The Horse Crucified and Risen a baba grossa que sai da boca do cavalo ao usar o freio se deve ao fato de que há ressecamento na garganta do cavalo pois com o freio ele não consegue engolir saliva e que a baba grossa saindo da boca do animal indica que as glândulas parótidas estão lesadas. Ainda segundo Nevzorov a cervical e o sistema muscular do cavalo são lesados pelo puxão das rédeas.

Nevzorov explica que os freios se dividem em duas categorias os de ação trigeminal quando os ramos do nervo trigêmeo que passam ao longo dos ossos que formam a mandíbula inferior são escolhidos como principal ponto da inflição da dor e os de efeito dental pela qual as áreas dentais macias – as barras, os dentes (o primeiro e segundo premolares), língua, palato e gengivas são submetidos a uma influência dolorosa direta, isto é, à dor direta que atua sobre os nervos palatais menores, os ramos dos nervos maxilares, o nervo sublingual, os nervos alveolares e os nervos faciais.

Ferimentos causados na língua de um cavalo pelo freio.

Ferimentos causados na língua de um cavalo pelo freio.

Nevzorov explica que : “O freio com ação trigeminal é baseado mais na intimidação. O cavalo, sendo uma criatura de fenomenal inteligência, vai sempre se lembrar do tipo de mina plantada em sua boca pelo homem. Esse freio não causa uma dor cruel contínua, mas inflige somente, vez por vez , uma injeção curta dessa dor no cérebro e na consciência do cavalo”. Ele também explica que “O freio de hoje de modo algum se pode distinguir do ferro de séculos passados. A mesma peça bucal monolítica do freio é plantada no arco do palato do cavalo, nós ainda apertamos a mesma corrente que causa dolorosa paralisia com a pressão forte sobre o nervo trigêmeo.”

Segundo Nevzorov “O cavalo, para sua infelicidade, foi criado de tal modo que ele pode disfarçar qualquer dor, exceto a mais insuportável, até o fim, sem demonstrá-la de modo algum, e esforçando-se por não apresentar qualquer mudança em seu comportamento externo. E que “Disfarçar um mal é um dos seus instintos mais profundos e primitivos, que não desapareceu completamente nos milênios da assim chamada doma.” Ele explica que o cavalo tem esse instinto pois na natureza ao demonstrar dor, fraqueza ou uma enfermidade ele se condena a ser devorado por predadores ou a ser rebaixado na escala hierárquica do seu rebanho.

 

 

hipicapaulistaadest5Nevzorov explica que o freio atua sobre o diastema, o espaço sem dentes das gengivas em vertebrados, pois é no diastema que está localizada a parte mais sensível do nervo trigêmeo e que nessa área não há uma camada submucosa que o possa proteger dos impactos da pressão do ferro. O nervo é super sensível. O ferro pressiona e impacta exatamente nesse ponto causando no cavalo uma dor aguda, queimante e paralisante.

Um experimento científico realizado pelo Dr. Robert Cook provou que o freio é a causa de mais de 200 problemas comportamentais em cavalos que são montados ou cavalos usados para tração.
E que ele é também a causa de 40 diferentes doenças.

Os freios são usados em todas as modalidades de hipismo

 

Foto de necropsia de cavalo mostrando hematomas causados por chicote.

Foto de necropsia de cavalo mostrando hematomas causados por chicote.

Chicote
O chicote é causa de muitos ferimentos. A pele do cavalo tem sua estrutura anatômica e fisiológica que é muito delicada e consiste de glândulas sudoríparas, os músculos da pele, vasos sanguíneos e nervos. É por isso que é extremamente sensível a lesões. Usando um chicote, mesmo sem uma grande força, se faz ferida na pele do cavalo. Por causa da pigmentação e da pele esses hematomas são invisíveis ao olho, no entanto eles existem.

 

 

 

chicote2Usar um chicote com uma força maior causa ferimentos graves — cortes e danos de tecidos mais profundos como fáscias, vasos sanguíneos e fibras musculares. A lesão também está relacionada com a umidade da pele e a pelagem de cavalos. Cavalos que estão cobertos de suor ou que estão tosados podem ser gravemente feridos, mesmo com o uso mais leve do chicote.

O chicote é usado em todas as modalidades de hipismo exceto na modalidade enduro equestre.

 


Ferraduras
As ferraduras prejudicam a circulação sanguínea do cavalo pois o casco descalço do cavalo bombeia cerca de 4 litros de sangue a cada 20 passos, colaborando com o coração. Em um casco com ferradura essa função é reduzida em 75%.

Além disso a ranilha (zona córnea, macia e flexível localizada no interior do casco), funciona como um amortecedor cada vez que ela toca o chão. Ela absorve impactos protegendo as articulações, tendões e ligamentos. Com a ferradura, se impede o contato com o solo, deixando o casco praticamente sem amortecimento. Quando os cascos estão com ferraduras, se limita suas funções sacrificando o bem estar do cavalo.

A ferragem também significa que se insiram pregos nos cascos, que enfraquecem a estrutura e podem causar a separação das lâminas, causando dor e, com o passar do tempo, insensibilidade. Além disso, abrem espaço para bactérias e possíveis infecções. Apenas o peso da ferradura (650 gr por casco) limita a flexão do cavalo a cada passo danificando ligamentos e tendões.

Ferraduras são usadas em todas a modalidades de hipismo.

Ferimento causado por espora.

Ferimento causado por espora.

Esporas
As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos competidores, servindo para golpear o animal no baixo-ventre. As esporas são usadas em todas as modalidades de hipismo, exceto nas modalidades atrelagem, enduro equestre e volteio. Sem fundamento o argumento de que as esporas rombas (não pontiagudas) não causam danos físicos nos animais, pois visa-se golpear o animal e, portanto, com ou sem pontas, as esporas machucam o animal, normalmente provocando cortes na região cutânea e lesões na musculatura que não podem ser vistas a olho nu.

 

Sela e Barrigueira

São usadas em todas as modalidades de hipismo exceto na atrelagem. A sela estringe o fluxo sanguíneo do cavalo. A barrigueira pode causar ferimentos ao cavalo.

Ferimento causado por barrigueira.

Ferimento causado por barrigueira.

 

 

Cilha, Recuadeira, Coalheira
Podem causar ferimentos ao cavalo.São usadas na modalidade atrelagem

Ferimentos causados por cilha, recuadeira e coalheira.

Ferimentos causados por cilha, recuadeira e coalheira.

 

Sobre as lesões que os cavalos sofrem ou podem sofrer em todas as provas de hipismo

Égua que se feriu muito depois de uma queda em uma prova de saltos em Geneva e foi sacrificada.

Égua que se feriu muito depois de uma queda em uma prova de saltos em Geneva e foi sacrificada.

Durante os treinos e nas competições, cavalos de todas as idades podem sofrer lesões musculoesqueléticas dolorosas, como ligamentos e tendões rompidos, articulações deslocadas e até mesmo ossos fraturados. Assim como ocorre em outros “esportes” em que cavalos são usados sempre existe o risco dos cavalos sofrerem fraturas e se um cavalo fratura a pata ele é sacrificado, além disso o cavalo pode fraturar o pescoço ou a coluna resultando em sua morte ou o fazendo ficar tetraplégico e ser sacrificado, a maioria dos cavalos quando não serve mais para serem usados em competições são vendidos para matadouros.

 

 

 

Exame de termografia mostrando inflamação nas costas de um cavalo devido a monta.

Exame de termografia mostrando inflamação nas costas de um cavalo devido a monta.

Por ser o cavalo um animal tão grande, acredita-se que não sofrem ao serem montados, mas de acordo com estudos de musculatura sob o ponto de vista fisiológico realizados pela Nevzorov Haute Ecole, após 12-15 minutos sendo montados a microcirculação da musculatura das costas é comprometida, após 20 minutos ela fica dormente e a partir de 25 minutos se produzem isquemias e ocorrem pequenas destruições de tecido muscular com consequente dor.

 

 

 

 

 

Foto mostrando úlcera e hemorragia pulmonar em um cavalo usado em competições.

Foto mostrando úlcera e hemorragia pulmonar em um cavalo usado em competições.

Um estudo feito pela Dra Lydia Tong indica que cavalos podem sentir mais dor do que humanos. O estudo demonstra que os cavalos têm uma camada superior de pele mais fina com mais terminações nervosas e fibras sensoriais que os humanos.

O esforço que o cavalo tem que fazer em competições pode causar hemorragia pulmonar, úlcera de estresse e ataque cardíaco.

 

 

 

A forma que os animais são reproduzidos e sobre o destino deles quando não podem mais ser usados em provas de hipismo

Dos “seletos” grupos de cavalos usados em competições, apenas uma minoria é selecionada. Se as lesões não marcaram suas vidas significando seu sacrifício, e para ter o maior lucro possível, tornam-se garanhões ou reprodutores, montando éguas que são usadas como máquinas de reprodução, com gestações constantes e cujos partos quase não conseguem suportar, para dar à luz a um potro que depois será vendido.

Os garanhões e as éguas reprodutoras são tratados como meras máquinas de gerar dinheiro. Os garanhões ficam confinados em baias ou em cercados individuais sem a companhia de outros cavalos, só entrando em contato com as fêmeas que os criadores de cavalos querem que se acasalem com eles e somente no momento do acasalamento, a vida deles é uma vida de solidão. Os garanhões muitas vezes são prostituídos para outros haras, os haras leiloam coberturas dos machos e eles são transportados até outros haras para acasalar com fêmeas reprodutoras e depois são transportados de volta ao haras de origem, todos esse transporte gera estresse ao animal. Muitos garanhões têm uma morte prematura devido ao confinamento e a todo o estresse que têm que suportar.

pernaatadaAs éguas reprodutoras não têm nem mesmo a opção de escolher se querem se acasalar com o macho pois suas pernas são amarradas para que elas não possam rejeitá-lo. Elas tem seus filhos retirados de si depois de 7 dias, eles serão amamentados por outra fêmea, para que ela entre novamente no cio e engravide novamente, em alguns casos os embriões são retirados e vendidos para serem colocados no útero de outra fêmea, assim a fêmea que gerou o embrião entra no cio novamente e logo fica grávida novamente. Isso causa um desgaste enorme para as éguas reprodutoras. As éguas também são prostituídas para outros haras, os criadores de cavalos leiloam o ventre nas éguas para acasalarem com garanhões de outros haras. Muitas vezes os criadores controlam a ovulação das fêmeas por meio de luz artificial e hormônios para que elas possam reproduzir mais vezes. Muitas éguas adoecem e morrem por causa do desgaste de estarem constantemente grávidas. Os potros passam por uma seleção, aqueles que não forem bem sucedidos em nas provas são vendidos para matadouros.

matadouroOs animais que não são selecionados para serem reprodutores quando não servem mais para serem usados em competições também são vendidos para matadouros.

É certo que quando atingem um ponto em que já não podem ser úteis para competição nem para reprodução, a grande maioria é destinada ao abate, embora não seja o pior destino possível, uma vez que existem outros como puxar veículos de tração, mesmo que pelas condições destes cavalos eles não são geralmente utilizados para isto.

 


Algumas particularidades sobre as modalidades de hipismo

Salto

Salto 3Na prova de saltos o objetivo é fazer o cavalo pular obstáculos que variam em altura. O motivo da largura dos obstáculos ter mais de 3 metros, ou até mesmo mais de 4 metros, não é acidental e sim para que o cavalo não tenha a opção de desviar do obstáculo e seja forçado a pular. Se o cavalo se recusar a pular ele é castigado por chicotadas e esporadas. Na prova de saltos os cavaleiros costumam ser severos ao puxar as rédeas por causa das curvas fechadas e mudanças de velocidade que os cavalos são forçados a fazer.

Como um cavalo com a boca muito aberta, demonstrando claros sinais de agonia e dor, não é algo bonito de se ver é comum que focinheiras bem apertadas sejam colocadas nos cavalos nas provas de salto para evitar que eles abram muito a boca, isso causa ainda mais dor ao cavalo.

focinheiraExiste sempre o risco de o cavalo sofrer uma queda ao pular os obstáculos, essas quedas podem ser fatais para o cavalo, existe o risco de, durante a queda, o cavalo sofrer alguma fratura e dependendo do tipo de fratura o cavalo pode morrer em imediatamente ou ser sacrificado.
Algumas das lesões mais comuns que os cavalos usados em provas de saltos sofrem, além de lesões na boca e na língua causadas pelo freio e outras lesões que já foram citadas na visão geral sobre o hipismo, são: inflamação das costas, quadris e das articulações lombos sacrais, deslocamento dos ligamentos sacro-ilíacos, periostite, lesões no ligamento suspensor.

 

 

 

Adestramento (Dressage)

AdestramentoNa prova de adestramento o objetivo é fazer com que o cavalo faça uma série de movimentos específicos. A posição em que o cavalo tem que ficar com o pescoço no que é chamada posição de reunião no adestramento causa danos ao cavalo. Um desses danos é que devido à forma que as rédeas são puxadas para que o cavalo fique com o pescoço curvado, e devido ao fato de ser usada embocadura dupla no cavalo nas provas de adestramento, isto é, se usa dois freios na boca do cavalo um bridão e um freio curb, e quatro rédeas, causando ainda mais dor ao cavalo, a prova de adestramento é a que mais comumente se pode ver saliva grossa e branca saindo da boca do cavalo, isso se deve ao fato do cavalo das glândulas parótidas serem esmagadas, a composição da saliva muda por causa disso, aumentando as chances do cavalo ter gastrite, colite e úlcera.

 

 

 

 

Foto de necropsia de um cavalo usado em prova de adestramento mostrando necrose extrema no músculo esplênio, danos na membrana basal, esmagamento miofibrilar e destruição do citoesqueleto.

Foto de necropsia de um cavalo usado em prova de adestramento mostrando necrose extrema no músculo esplênio, danos na membrana basal, esmagamento miofibrilar e destruição do citoesqueleto.

O fato do cavalo ter que ficar com o pescoço flexionado também causa necrose extrema no músculo esplênio, danos na membrana basal, esmagamento miofibrilar e destruição do citoesqueleto.

Algumas das outras lesões comuns que os cavalos usados em provas de adestramento sofrem, além de lesões na boca e na língua causadas pelo freio e outras lesões que já foram citadas na visão geral sobre o hipismo: danos na musculatura das costas, inflamação do músculo trapézio e do ligamento supra espinhal, lesões nos tecidos moles e na coluna, compressão dos nervos, lesões no ligamento suspensor.


Concurso completo de equitação

Cross country

É dividido em três provas: adestramento, cross-country e salto, que são realizadas em dias consecutivos. O cross-country é semelhante a prova de salto, só que os obstáculos são baseados no campo. Por isso o sofrimento dos cavalos usados na modalidade concurso completo de equitação, é o sofrimento da prova de saltos somado ao sofrimento da prova de adestramento.

 

 

 

 

 

 

 

Atrelagem

AtrelagemUm, dois ou quatro cavalos atrelados em uma espécie de charrete são forçados a participar de provas de adestramento, maratona e corrida de obstáculo. Na prova de adestramento o objetivo é fazer com que os cavalos façam uma série de movimentos. A maratona é feita num percurso de 22 km com obstáculos naturais e artificiais. Na corrida de obstáculos, os cavalos devem seguir em linha reta, esquivando-se, no menor tempo possível, dos cones espalhados pelo caminho.
Além das lesões causadas pelos arreios e das lesões na boca e na língua causadas pelo freio, que já foram citadas na parte do texto que trata dos instrumentos usados, e outras lesões que já foram citadas na visão geral sobre o hipismo, algumas das outras lesões comuns que os cavalos sofrem nas provas de atrelagem são: lesões na musculatura do pescoço, estenose cervical, por causa da posição antinatural na qual os cavalos são forçados e ficar com a cabeça, as vértebras são deformadas, comprimindo a medula espinhal, artrite, lesões nas juntas, lesões no ligamento suspensor.

 

 

 

rédeasProva de rédeas
Consiste em fazer o cavalo realizar vários movimentos. Além de ser considerada uma modalidade de hipismo também é considerada uma modalidade de rodeio.
Algumas das lesões mais comuns que os cavalos usados em provas de rédeas sofrem, além de lesões na boca e na língua causadas pelo freio e outras lesões que podem ocorrer que já foram citadas na visão geral sobre o hipismo, são: inflamação das costas, inflamação e lesão do ligamento suspensor, dos joelhos e do jarrete, artrite, inflamação do tarso distal.

 

zpolo

Polo
Dois times de quatro pessoas montadas em cavalos utilizam tacos para golpear a bola entre as balizas, marcando gols, numa partida que dura de quatro a oito períodos cada.
O risco de morte de cavalos usados no polo é alta, por isso, em um único jogo, cada cavaleiro usa pelo menos 5 cavalos, sendo que quando é feita a troca de um cavalo para o outro, o cavalo que acabou de ser usado tem que receber transfusão de sangue e medicamentos imediatamente.
Algumas das lesões mais comuns que os cavalos usados em partidas de polo sofrem, além de lesões na boca e na língua causadas pelo freio e outras lesões que já foram citadas na visão geral sobre o hipismo, são: inflamação das costas, inflamação e lesão dos tendões e dos joelhos, exotose, artrite, inflamação do tarso distal.

 

 

 

 

 

Cavalo que morreu durante um torneio de polo em Munich.

Cavalo que morreu durante um torneio de polo em Munich.

Enduro equestre
É uma prova de longa distância, o tamanho do percurso varia de 40 km a 160 km. Algumas das lesões mais comuns que os cavalos usados em provas de enduro equestre sofrem, além de lesões na boca e na língua causadas pelo freio e outras lesões que já foram citadas na visão geral sobre o hipismo, são: inflamação das costas e das patas, distensão da articulação metacarpofalângica, lesões na falange distal e no osso navicular, laminite, fraturas do terceiro osso metacarpiano, osteoartrite das articulações do tarso distal, osteoartrite do machinho.

 

 

volteioVolteio
Consiste na execução de movimentos de Ginástica Artística sobre o cavalo em movimento.
Algumas das lesões mais comuns que os cavalos usados em provas de volteio sofrem, além de lesões na boca e na língua causadas pelo freio e outras lesões quejá foram citadas na visão geral sobre o hipismo, são: inflamação das costas, inflamação e lesão dos tendões, osteoartrite, inflamação do tarso distal.

Além de tudo isso a partir do momento que alguém usa um animal seja para o que for e/ou coloca um preço na vida dele e/ou ganha dinheiro as custa dele é exploração animal e exploração animal tem que ser abolida. Os animais não existem para nos servir e eles não são mercadorias. Em esportes de verdade ambas as partes aceitam participar, o cavalo não aceitou participar de nenhum esporte, portanto a exploração de cavalos e outros animais não poderia nem mesmo ser considerada como esporte.

”Naturalmente, nem fisiologicamente, nem anatomicamente, nem psicologicamente um único cavalo desejou ter alguém sentado em sua coluna vertebral e medula espinhal cerebral para perturbar a biomecânica natural de seus movimentos, seu equilíbrio orgânico natural e sensação de liberdade. ” -Alexander Nevzorov

“O homem que está perfeitamente consciente do cavalo, que ouve tanto a sua alegria e a sua dor, nunca vai estar envolvido com o hipismo. Ele simplesmente não será capaz de tolerar fisicamente. Os tormentos do cavalo vai ser uma tortura muito insuportável para ele, na medida em que ele ouve o cavalo distintamente e compreende seus sentimentos.” – Alexander Nevzorov

Fontes:
The horse crucified and risen de Alexander Nevzorov: http://www.livrariacultura.com.br/p/horse-crucified-and-risen-30677162
http://www.haute-ecole.ru/school/lofiversion/index.php/t15202.html)
http://www.wolnekonie.org/science_en_wroblewski.html
http://issuu.com/nevzorovhauteecole/docs/atlas?e=1606737%2F4036489
http://riddenfortheribbon.blogspot.com.br/2015/06/thoughts-on-jumping.html
http://www.wolnekonie.org/science_en_wroblewski.html
http://www.ethicalmagazine.org/el-caballo-tan-sensible-como-aparenta-por-maria-gonzalez-sola/
http://ourhorses.org/horse-training/horses-may-feel-more-pain-than-humans/
http://www.vettimes.co.uk/article/characteristics-of-orthopaedic-problems-in-endurance-horses/
Obs: Alexander Nevzorov aparece montando um cavalo na capa do livro pois a foto foi tirada na época ele ainda não sabia que isto causava danos aos cavalos, quando começou a fazer pesquisas Nevzorov primeiramente ficou sabendo dos danos que os freios causam e por isso começou a montar sem freios ao saber que mesmo sem freios os cavalos ainda sofrem danos ao serem montados ele parou de montar. Nevzorov não treina mais cavalos em sua escola ao invés disso ele e sua esposa agora ensinam anatomia, fisiologia e como cuidar de cavalos e ter uma covivência harmoniosa com eles, Nevzorov não é mais a favor de reproduzir cavalos em cativeiro, ele acredita que a geração atual de cavalos devem ter vidas tranquilas e protegidas e que as próximas gerações de cavalos selvagens nascida deve continuar a viver como a natureza pretende.
http://ourhorsescommunity.blogspot.com.br/2012/03/update-from-nevzorovs.html

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