Touradas à Espanhola (Corridas de touros)

picadorTambém chamadas de corridas de touros, são praticadas na Espanha, na França, no México, na Colômbia, no Equador , na Venezuela e no Peru. Em uma tourada às espanhola, o touro entra na arena e é torturado primeiramente pelos picadores, que são toureiros montados em cavalos, que cravam lanças nas costas e no pescoço do touro. Este ataque prejudica a habilidade do touro de levantar a cabeça e se defender. Os picadores torcem e arrancam as lanças para garantir perda significativa de sangue.

 

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois os banderilheiros entram na arena, distraem o touro, e cravam bandeirilhasdardos coloridos com pontas nas suas extremidadesem suas costas. Quando o touro torna-se enfraquecido pela perda de sangue, os banderilleros fazem o touro andar em círculos até que ele fique tonto e pare de persegui-los.

 

 

 

 

Por fim, o matador entra na arena e, depois de provocar alguns encargos de exaustão do touro, tenta matar o touro com sua espada. Se ele errar, conseguindo apenas mutilar ainda mais o animal, um carrasco é chamado para esfaquear o touro exausto e submisso à morte. A adaga do carrasco supostamente deveria cortar a medula espinhal do touro, mas mesmo este golpe pode não ser preciso, deixando o touro consciente mas paralisado enquanto ele é acorrentado pelos chifres e arrastado para fora da arena.

Se a multidão estiver feliz com o matador, as orelhas e cauda do touro são cortadas e apresentadas como troféus. Poucos minutos depois, outro touro entra na arena e o ciclo sádico começa novamente. Em cada tourada geralmente são torturados e mortos seis touros.

 

Touradas à Portuguesa

cavaleiroPraticadas em Portugal, um cavaleiro entra na arena e perfura o touro com três ou quatro bandeirilhas, causando feridas profundas e significativa perda de sangue.

 

 

 

 

Depois oito forcados entram na arena e atormentam o touro, sete deles seguram a cabeça do touro enquanto um deles puxa seu rabo.

forcadosEncerrada a tourada, com o animal extremamente ferido, ele é conduzido a um curral localizado dentro da própria arena, onde as lanças que o perfuraram são removidas. Desenhadas de forma a se abrir dentro de seu corpo, ao serem arrancadas, grandes pedações de sua carne são simultaneamente removidos juntamente com cada uma delas. Depois são enviados para um matadouro. como a maioria destes espetáculos de tortura acontece nos finais de semana, em que o matadouro está fechado, os touros são mantidos em condição de agonia por vezes mais de 72 horas até o momento de seu assassinato no matadouro.

 

O sofrimento dos cavalos nas touradas

e8e0d9810a841927c01be7cbfe74e92fOs cavalos são forçados a se aproximar do touro através de esporadas, isso causa grande estresse a eles pois o cavalo naturalmente é um animal de fuga que iria preferir fugir do touro e mantar distância dele. Eles são forçados a correr em círculos para que o touro o persiga causando muito cansaço a eles. Como o touro está se sentindo ameaçado e está sendo torturado ele pode vir a atacar o cavalo, causando ferimentos graves e até mesmo a morte do cavalo. Os cavalos usados em touradas têm suas cordas vocais cortadas para que, caso eles sejam atacados pelos touros, eles não possam gritar.

 

Ferimento causado por espora.

Ferimento causado por espora.

As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos competidores, servindo para golpear o animal no baixo-ventre. Sem fundamento o argumento de que as esporas rombas (não pontiagudas) não causam danos físicos nos animais, pois visa-se golpear o animal e, portanto, com ou sem pontas, as esporas machucam o animal, normalmente provocando cortes na região cutânea e lesões mais profundas que não podem ser vistas a olho nu.

Os freios causam dor e lesões aos cavalos. Os freios articulados são presos contra o palato, por isso muitos cavalos ao sentir essa dor imensa colocam a língua entre o freio, causando lesões na língua e, novamente, muitíssima dor.Segundo estudos realizados pela Nevzorov Haute Ecole, um forte puxão no freio produz uma pressão de 300 kg / cm2, enquanto que uma pressão suave produz entre 80 e 150 kg / cm2.

 

B1wMXOs cavalos que são feridos pelo freio, abrem a boca, fazendo gestos constantes de desconforto, mas quando eles mostram sintomas de dor são geralmente silenciados com um movimento mais apertado que fecha suas bocas silenciando sua dor e sua maneira de se expressarem.

Segundo Alexander Nevzorov em seu livro The Horse Crucified and Risen a baba grossa que sai da boca do cavalo ao usar o freio se deve ao fato de que há ressecamento na garganta do cavalo pois com o freio ele não consegue engolir saliva e que a baba grossa saindo da boca do animal indica que as glândulas parótidas estão lesadas. Ainda segundo Nevzorov a cervical e o sistema muscular do cavalo são lesados pelo puxão das rédeas.

 

 

Ferimentos causados na língua de um cavalo pelo freio.

Ferimentos causados na língua de um cavalo pelo freio.

Nevzorov explica que os freios se dividem em duas categorias os de ação trigeminal quando os ramos do nervo trigêmeo que passam ao longo dos ossos que formam a mandíbula inferior são escolhidos como principal ponto da inflição da dor e os de efeito dental pela qual as áreas dentais macias – as barras, os dentes (o primeiro e segundo pré-molares), língua, palato e gengivas são submetidos a uma influência dolorosa direta, isto é, à dor direta que atua sobre os nervos palatais menores, os ramos dos nervos maxilares, o nervo sublingual, os nervos alveolares e os nervos faciais.

Nevzorov explica que : “O freio com ação trigeminal é baseado mais na intimidação. O cavalo, sendo uma criatura de fenomenal inteligência, vai sempre se lembrar do tipo de mina plantada em sua boca pelo homem. Esse freio não causa uma dor cruel contínua, mas inflige somente, vez por vez , uma injeção curta dessa dor no cérebro e na consciência do cavalo”. Ele também explica que “O freio de hoje de modo algum se pode distinguir do ferro de séculos passados. A mesma peça bucal monolítica do freio é plantada no arco do palato do cavalo, nós ainda apertamos a mesma corrente que causa dolorosa paralisia com a pressão forte sobre o nervo trigêmeo.”

Segundo Nevzorov “O cavalo, para sua infelicidade, foi criado de tal modo que ele pode disfarçar qualquer dor, exceto a mais insuportável, até o fim, sem demonstrá-la de modo algum, e esforçando-se por não apresentar qualquer mudança em seu comportamento externo. E que “Disfarçar um mal é um dos seus instintos mais profundos e primitivos, que não desapareceu completamente nos milênios da assim chamada doma.” Ele explica que o cavalo tem esse instinto pois na natureza ao demonstrar dor, fraqueza ou uma enfermidade ele se condena a ser devorado por predadores ou a ser rebaixado na escala hierárquica do seu rebanho.

 

San Sebastian gored horse 2Nevzorov explica que o freio atua sobre o diastema, o espaço sem dentes das gengivas em vertebrados, pois é no diastema que está localizada a parte mais sensível do nervo trigêmeo e que nessa área não há uma camada submucosa que o possa proteger dos impactos da pressão do ferro. O nervo é super sensível. O ferro pressiona e impacta exatamente nesse ponto causando no cavalo uma dor aguda, queimante e paralisante.

Um experimento científico realizado pelo Dr. Robert Cook provou que o freio é a causa de mais de 200 problemas comportamentais em cavalos que são montados ou cavalos usados para tração. E que ele é também a causa de 40 diferentes doenças.

 

Sobre o que é feito com os touros antes das touradas

Cocheira onde os touros são mantidos antes das touradas.

Cocheira onde os touros são mantidos

O touro não é um animal naturalmente agressivo, a razão pela qual ele está fica agressivo e tenta atacar os toureiros é porque dois dias antes eles já são torturados. O que os espectadores veem na arena não é um touro normal, saudável, mas um touro enfraquecido, meio cego e destruído mentalmente, cujas chances de conseguir se defender contra seus torturadores é praticamente nula. Dois dias antes das touradas os touros tem jornais molhados enfiados em seus ouvidos; vaselina é esfregada nos olhos deles para borrar sua visão; algodão é inserido em suas narinas para cortar sua respiração e uma agulhas são inseridas em seus órgãos genitais. Além disso, uma forte solução cáustica é esfregado sobre suas pernas o que prejudica seu equilíbrio. Isso também impede que eles se deitem no chão. Além disso, drogas que induzem um estado de hipinose são administradas , e laxantes fortes são adicionados a sua alimentação para incapacitá-los ainda mais. Eles são mantidos em cocheiras escuras por dias antes da tourada acontecer: o objetivo disto é desorientá-los. Quando eles são soltos da cocheira, eles correm desesperadamente para a luz no fim do túnel. Elem acham que, finalmente, o seu sofrimento acabou e eles está sendo libertados, mas em vez disso, eles são torturados mais ainda na arena.

 

Novilhadas e becerradas

becerrada, animal mugiendo de dolorAs novilhadas e becerradas são iguais as touradas só que ao invés de touros são torturados novilhos e bezerros.

 

 

 

 

Toro de la Vega

toro de la vegaA cada ano, na segunda terça-feira do mês de Setembro, a cidade de Tordesilhas, na Espanha, é anfitriã de uma festa horrível conhecida como “El Toro de la Vega.”

O festival começa com o soltura de um touro na zona rural que cerca a cidade, dezenas de pessoas, em seguida, perseguem o touro a pé ou a cavalo, esfaqueando-o com punhais e lanças até que ele cai exausto no chão.

Aquele que der o golpe final no touro, tem o direito de cortar o rabo dele, anexá-lo a sua lança, e apresentá-lo às multidões. O conselho da cidade ainda o recompensa com um crachá de ouro e uma lança de ferro.

 

Toro embolado

toro emboladoO toro embolado é praticado em várias cidades da Espanha, sendo que o evento de toro embolado mais conhecido é o Toro de Jubilo que acontece em Medinaceli. No toro embolado um touro é amarrado em um poste, seu corpo é coberto de barro e bolas de piche são colocadas em seus chifres e nelas é colocado fogo. Uma vez que as tochas acima de sua cabeça estão em chamas, ele é desamarrado, o touro corre sobre a praça tentando evitar fogueiras, conforme os espectadores o provocam. O touro tenta desesperadamente escapar do fogo queimando acima de sua cabeça.

 

8076881_origConforme o fogo queima, gotas do líquido inflamável caem sobre a cabeça e o corpo do touro e fogos de artifício são soltos na praça. As bolas de fogo podem queimar por horas, e queimam os chifres, o corpo e os olhos do touro e causam uma enorme tensão, tudo isso enquanto espectadores aplaudem e correm ao redor da vítima. Alguns touros tentam escapar das horas de agonia se batendo contra paredes.

 

 

 

Encierro

Os encierros são praticados na Espanha e em alguns países da América Latina. Nos encierros touros são soltos nas ruas e atormentados por populares. Durante os encierros, os touros correm em desespero e muitas colidem com paredes, se ferindo e às vezes sofrendo fraturas. Depois são levados para uma arena, onde vaselina é esfregada em seus olhos, são agredidos com sacos de areia, têm seus chifres serrados e são perfurados por lanças e banderilhas. Quando os touros estão enfraquecidos, os banderilheiros o fazem correm em círculos até que ele fique tonto e exausto. Depois os touros são mortos por matadores e tem suas orelhas e cauda cortadas.

Jallikattu:

CYatWn4UkAEghnrO Jallikattu é um evento que acontecia em Tamil Nadu, na Índia, e atualmente encontra-se proibido pelo Supremo Tribunal de Justiça da Índia, mas como a decisão do tribunal ainda não é definitiva, infelizmente ainda existem chances de que este evento volte a ser realizado. Semelhante aos encierros praticados na Espanha e em alguns países da América Latina, o jallikattu consiste em soltar touros nas ruas para que sejam atormentados por populares.

O jallikattu explora o nervosismo natural dos touros pois são animais que são presas, colocando-os deliberadamente em uma situação terrível em que eles são forçados a fugir daqueles que ele percebe como predadores. A prática envolve a captura de um animal aterrorizado.

Optimized-peta_india_jallikattu_2014_bullocks_cruelty_135_miniOs touros se assustam tanto com a multidão de pessoas que eles frequentemente escorregam, caem, colidem com obstáculos e até mesmo saltam de penhascos em suas tentativas desesperadas de escapar muitas vezes levando a ossos quebrados ou morte.

Os participantes do jallikattu propositadamente desorientam os touros, forçando-os a consumir álcool; torcendo e mordendo suas caudas; cortando-os e espetando-os com facas, foices, lanças e paus com pregos nas pontas; causando-lhes dor intensa puxando cordas que são introduzidas em seus narizes; enfiando o dedo em suas narinas e olhos; e socando-os, saltando sobre eles e arrastando-os para o chão.

A espera antes do evento também é estressante para os animais. Os mesmos animais participam de muitos eventos e viajam para novos eventos todos os dias. Nenhum animal tem a possibilidade de abrigo do sol e do vento, água ou comida enquanto espera sua vez de ser forçado a participar do jallikattu. Antes dos eventos os touros ficam presos pelas suas cordas. Não há possibilidade de se moverem sequer uma polegada.

Os touros não querem ir para o meio da multidão. Eles não gostam de multidão. A única maneira de fazê-los entrar na arena em meio a multidão é incitando-os e ameaçando-os. Devido ao fato do animal sentir tanta dor e medo ao ser pressionado a entrar na arena ele acredita que ficar em meio a milhares de pessoas é um refúgio melhor do que ser torturado no pequeno recinto em que ele é mantido antes do evento.

Fontes:

http://www.stopbullfighting.org.uk/facts.htm

http://www.strays.in/index.php/2012/02/the-politics-lawmaking-of-jalikattu-part-ii-manoj-oswal/

http://www.lcanimal.org/index.php/campaigns/animals-in-entertainment/bullfighting

http://contatoanimal.blogspot.com.br/2011/11/touradas-portuguesa-sera-que-de-fato.html

http://www.sharkonline.org/index.php/animal-cruelty/bullfighting/78-animal-cruelty/bullfighting/tragic-story-of-bright-eyes

http://www.occupyforanimals.net/-toro-de-la-vega–tordesillas-sadistic-fiesta.html

The horse crucified and risen de Alexander Nevzorov: http://www.livrariacultura.com.br/p/horse-crucified-and-risen-30677162
Obs: Alexander Nevzorov aparece montando um cavalo na capa do livro pois a foto foi tirada na época ele ainda não sabia que isto causava danos aos cavalos, quando começou a fazer pesquisas Nevzorov primeiramente ficou sabendo dos danos que os freios causam e por isso começou a montar sem freios ao saber que mesmo sem freios os cavalos ainda sofrem danos ao serem montados ele parou de montar. Nevzorov não treina mais cavalos em sua escola ao invés disso ele e sua esposa agora ensinam anatomia, fisiologia e como cuidar de cavalos e ter uma covivência harmoniosa com eles, Nevzorov não é mais a favor de reproduzir cavalos em cativeiro, ele acredita que a geração atual de cavalos devem ter vidas tranquilas e protegidas e que as próximas gerações de cavalos selvagens nascida deve continuar a viver como a natureza pretende. (Fontes: http://ourhorsescommunity.blogspot.com.br/2012/03/update-from-nevzorovs.html
http://www.haute-ecole.ru/school/lofiversion/index.php/t15202.html)

http://www.occupyforanimals.net/el-toro-jubilo-or-bull-on-fire.html

https://www.thedodo.com/bull-on-fire-fiesta-1240119057.html

Running of the Bulls Is for Bullies

Bullfighting

FAQ on Jallikattu, Bull Races and PETA India

 

 

 


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